Universidades Corporativas: a escola, após a escola

Universidades Corporativas: a escola, após a escola

O termo “Universidades Corporativas” tem sido associado a grandes empresas e alto investimento. No entanto, isto não é uma verdade absoluta, tão pouco algo que se deva desconsiderar em tempos de crise. A Educação Corporativa é tema que deve estar na pauta de empresas de todo porte.

Quando se fala em Educação Corporativa se pensa em algo ligado ao modelo tradicional de ensino praticado no ambiente acadêmico tradicional. Mas tanto um termo quanto o outro – Educação Corporativa e Universidades Corporativas – estão ligados à capacidade de as organizações sobreviverem a crises intensas e alavancarem melhores resultados em épocas de franca expansão econômica.

Mão de obra ineficaz

Em 20 de julho de 2016, na seção “Opinião” do Estadão, sob o título de “Travados pela ineficiência”, foi destacado o terrível cenário que nos assola quando falamos da capacidade de competição da nossa força de trabalho.

Lá são destacados os 18% de analfabetos funcionais que temos (segundo os dados OFICIAIS); a nossa produtividade que atinge seu pior índice em 50 anos atrás; e a baixa qualidade da educação, que limita até mesmo as iniciativas das empresas de treinarem adequadamente os recém contratados.

Neste cenário, as Universidades Corporativas, como extensão articulada e planejada da educação corporativa, têm merecido a atenção de diversas empresas – normalmente de grande porte e, mais frequentemente, em multinacionais.

O problema maior das empresas em geral é a definição de um projeto consistente de formação de seus colaboradores, o que absorve tempo para elaboração e demanda recursos que são cada vez mais escassos no mercado: capital e educadores com experiência corporativa e foco nas necessidades específicas de cada organização e do seu segmento de mercado.

Mas estamos falando de competências fora do core business da maioria das organizações. Planejar educação passa por fases sucessivas, cíclicas e de necessário monitoramento. A estrutura é facilmente reconhecida: não se foge do velho ciclo PDCA, onde, em síntese, se recomenda que se pense antes de fazer.

O sucesso de uma iniciativa de implementação de uma Universidade Corporativa, assim sendo, passa pelas respostas a perguntas simples: o que nos incomoda, porque nos incomoda, onde podemos melhorar, como vamos medir a melhora e como vamos trilhar o caminho de melhora.

Osmar Rezende de Abreu Pastore
Marcadores


osmar1Prof. Mes. Osmar Rezende de Abreu Pastore

Mestre em Administração com ênfase em Gestão Internacional pela ESPM – Pós-Graduado em Finanças – Bacharel em Engenheiro Civil pela UFRJ; MBA em Administração pelo COPPEAD-UFRJ; Bacharel em Administração pela UAM; Mestrado no Programa de Gestão Internacional da ESPM. Professor de Cursos de Graduação e Pós em Sistemas de Informação, Administração, Gestão de Marketing e Vendas, Logística e Engenharia de Produção em instituições de ensino como PUC-RJ, UNISA, Universidade Anhembi Morumbi, Universidade Braz Cubas e ESPM. Educador corporativo, consultor de empresas e empresário. Conselheiro da OSCIP (ONG) Conselho Nacional de Defesa Ambiental – CNDA. Diretor Presidente do Instituto Brasileiro de Apoio À Pequena E Média Empresa – IBRAPEM.